terça-feira, 13 de maio de 2014

(explosão)

Boom, in your face!!! Como? É isso mesmo? Comigo? Insegurança maldita, que não me deixa viver as coisas! Olha naqueles olhos de novo... Olha aqueles olhos de novo! Foram eles que mandaram avisar! Sempre foi muito difícil pra mim lidar com elogios e essas coisas... E apesar d’eu ter melhorado... Caralho, vei... Caralho, vei!! Foram aqueles olhos mandando avisar que é amor! Devolvi o olhar com uma ternura muito nua, escancarada... Eu sabia que era/é absurdamente intenso, que há coisa muito forte entre nós, muito compartilhamento, muito carinho... muito amor. Mas, ouvir aquele recado des-surrealizado(?) pela fala, deixou meu olhar tão mole quanto ainda pode ficar! Ah, quão medíocres somos! Precisamos da fala para experienciar ~plenamente~ um sentimento que vem do outro. Aqueles olhos me diziam tantas coisas... Mesmo antes das palavras, sei bem disso. Talvez a des-surrealização da palavra falada faça até com que eles me digam mais agora... Mas por que precisei da palavra para sentir isso tão mais intensamente assim? Foi tão bom ouvir... Era isso! É isso, exatamente isso que existe aqui: amor! Talvez a fala ao invés de des-surrealizar, abra, na verdade, um novo processo de surrealização. Realidade para quem? E foi tão bom falar, também... Devolvi o olhar completamente nu e sorri, disse que o sentimento era mútuo e a abracei aquele corpo (e olhar), o mais próximo de um arabesco que meu corpo pôde fazer.

Nenhum comentário:

Postar um comentário